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AGENTES·06 de agosto de 2026·7 min de leituraRASCUNHO

O que separa um agente de IA de uma demo bonita

Demo passa em cinco casos escolhidos a dedo. Produção tem os outros noventa e cinco.

É fácil montar um agente que impressiona numa reunião. Você escolhe três entradas boas, o modelo acerta, todo mundo aplaude. O problema começa quando o agente encontra a quarta entrada — a que veio com acento errado, campo vazio e uma pergunta que ninguém previu.

Avaliação antes de escalar

Antes de aumentar o alcance de qualquer agente, eu monto um conjunto de casos com resposta esperada, incluindo os feios: entrada truncada, dado ambíguo, pedido fora de escopo. Sem esse conjunto, qualquer mudança de prompt é aposta — você melhora um caso e quebra três sem saber.

É trabalho chato e é a diferença entre um sistema que você pode mexer e um que ninguém tem coragem de tocar.

Ferramenta com contrato, não com esperança

Agente que chama ferramenta precisa de contrato: entrada validada, saída tipada, erro previsto. Se a ferramenta pode falhar — e pode — o agente precisa saber o que fazer com a falha, e não improvisar um texto simpático dizendo que deu tudo certo.

Limite explícito e saída para humano

Todo agente que roda em produção precisa de dois limites: um de custo e um de competência. Custo, porque um loop mal fechado gasta em uma madrugada o orçamento do mês. Competência, porque existe pedido que ele não deve tentar resolver — e a resposta certa ali é passar para uma pessoa, rápido e sem drama.

O que eu meço

Custo por chamada, taxa de acerto no conjunto de avaliação, quantas vezes caiu para humano e por quê. Se um agente não tem esses quatro números, ele não está em produção — está em demonstração prolongada.